A PREVIDÊNCIA SOCIAL DE UATI. (IV)

Preocupado com tudo o que aconteceu, estava vislumbrando um destino nefasto. Doente, com dores fortes e já tendo sofrido três cirurgias; sabia que não haveria empresa (dentro ou fora) de UATI que aceitasse meus serviços como trabalhador. Pois as seqüelas do problema eram evidentes, assim como as cicatrizes das operações.
Minha única chance era ter minha doença reconhecida pela PREVIDÊNCIA SOCIAL INTERNACIONAL e, assim, escapar da sanha assassina da Família Real de UATI. Pois estaria protegido pelos “Acordos Internacionais”.
Sabendo disso, procurei informar-me com outros que haviam sofrido o mesmo que eu. Todos haviam sido dados como “aptos” por “peritos” daquele posto da previdência.
Alguns meses depois da “alta” foram “misteriosamente” decapitados por crimes banais, desapareceram sem deixar vestígios ou suicidaram-se devido à “pressões” não reveladas.
Como todos sumiam, logo após, voltarem da “alta” indicada no posto da previdência; acabei tendo certeza de que os informes divulgados pela resistência eram verídicos.
Tentei, então, um contato com um de seus membros…
Ao comparecer na minha área de trabalho para entregar uns documentos, uma mulher desconhecida me abordou, disfarçadamente, e me entregou um pequeno aparelho e um bilhete. Estava escrito:
“QUANDO FOR AO POSTO NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, LEVE ISSO ESCONDIDO COM VOCÊ.”
Ela sumiu no oceano de pessoas, sem que eu conseguisse lhe perguntar mais nada. Vi quando ela subiu em uma moto e desapareceu… Pude apenas vislumbrar seus enigmáticos cabelos loiros…
No dia marcado, lá estava eu no posto da previdência… As mesmas caras apreensivas… o mesmo lugar lúgrube… as mesmas criaturas sem face…
Só que, agora… eu podia ouvir o que elas falavam entre si…
(Continua…)
Depois voltarei para ler com mais calma.
Abraço!
curti pakas
ker fazer uma parceria???
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teh mais
Os factos e a corrupção prendem-me para ler e saber mais acerca desse país!
Até mais ver!
E agora?