MINHA VIDA EM UATI. (IV)
A BIOGRAFIA DE LORD SARUBIANO.
Instantaneamente, um cheiro pútrido dominou a atmosfera do aquário.
Os “DECEPADORES” se reuniram junto à mesa de Paulus Georgens. Após um breve diálogo inteligível, Paulus deixou sua mesa e foi sentar-se em um canto do aquário.
Um por um, os “DECEPADORES” retiravam os pergaminhos de dentro de um alforje negro e os estendiam sobre a mesa.
O clima era terrível via-se, claramente, o pânico entre aqueles homens e mulheres. Todos sabiam: quem fosse chamado seria executado ali mesmo. Sem piedade.
Alguns vomitavam, outros choravam baixinho e gemiam, uns tentavam disfarçar o temor; mas suas mãos trêmulas denunciavam seu real estado de espírito.
Num dado momento o “DECEPADOR” ergueu seu braço e apontou na direção dos trabalhadores amontoados.
Imune a todo o drama que se desenrolava, a figura nefasta abriu sua boca medonha e pronunciou…
“- DIOGUS FLAVIUS”
Um grito lancinante foi ouvido de dentro do amontoado de pessoas. DIOGUS era um dos mais antigos do aquário. Tido como exemplar, não faltava, não se atrasava, obedecia cegamente a todos os desígnios dos “MASTERS” sem pestanejar. Na teoria, era quem deveria estar mais seguro.
Como DIOGUS não se apresentava, dois dos “DECEPADORES” aproximaram-se do amontoado de gente e arrancaram-no do grupo e o levaram até a mesa. Lá, leram a sentença:
“- NOSSO GRANDE LÍDER, EGYDIUM I, NÃO NECESSITA MAIS DE SEUS SERVIÇOS. E POR SUA TRAIÇÃO AOS DESÍGNIOS DA REALEZA DE UATI, VOCÊ FOI CONDENADO A MORTE…”
De imediato, DIOGUS, chorou; implorou por sua vida dizendo que tinha mulher e filhos. Falou de sua aplicação e de sua obediência; alegou que nunca havia faltado ao trabalho. Enquanto ainda balbuciava coisas incompreensíveis; o “DECEPADOR”, sem se comover, baixou sua enorme espada afiada e decepou, num só golpe sua cabeça.
Eles ainda chamaram mais três de nós. Todos tiveram o mesmo fim. Sem apelação; sem compaixão; sem hesitação… Um a Um, foram abatidos impiedosamente na frente de todos.
Ao acabarem, os “DECEPADORES” retiraram-se tão silenciosamente quanto chegaram…
“SOBROU APENAS O CHEIRO DO MEDO NO AR…”
Mais tarde, soubemos que a “traição” cometida por todos, na verdade; era uma doença até então misteriosa e que reduzia a capacidade de trabalho ao longo do tempo. Muitos em outras colônias estavam infectados e causavam grandes prejuízos ao TESOURO REAL.
“O EXPURGO ERA, ENTÃO, UMA MEDIDA PROFILÁTICA…”
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melhor blog q eu jah ve
depois fç um comentario melhor..
xD~~
Vi uma cena parecida com essa que tu descreveste num filme chamado “O Pianista”, que contava acerca da vida dum pobre músico judeu e a sua família durante o Holocausto.
Há pessoas tão cruéis neste mundo, não é verdade?
Esperemos que estas coisas jamais voltem a acontecer!
Xau
Volta sempre la.
a casa é sua.
Bjos.