MINHA VIDA EM UATI. (XI)

A BIOGRAFIA DE LORD SARUBIANO.
O “BANKSFONIUM” era tratado como a “menina dos olhos” de EGYDIUM I. No início, seus habitantes eram considerados a elite de UATI. Afortunados e abençoados pela providência divina de OLAVUS MAXIMUS. Esta imagem foi lapidada com grande eficiência pelos membros do serviço secreto de UATI e sustentada por um grande tempo.
Vindos de várias partes de nosso amado país, trabalhadores esperançosos de dias melhores candidatavam-se a uma vaga no posto fronteiriço. E, CELSIUM AZULISSA, os recebia com um imenso sorriso e braços abertos… Gestos amáveis e palavras encorajadoras que escondiam o horror que estava por vir.
O FESTIVAL DE BÓLLOR.
No panteão uatiano, BÓLLOR, era o Deus da Morte e do Sacrifício de Inocentes. Seu festival era marcado por grandes sacrifícios humanos. Acreditava-se que seu culto havia sido banido de UATI. Mas, CELSIUM, era adepto deste Deus maldito e fomentava a prática dos rituais macabros e proibidos.
BÓLLOR era um Deus representado por um homem jovem e bonito, de aparência benevolente e que costumava tomar a forma de grandes dignitários de outros países para realizar suas perversidades. Entregava-se a todos os vícios humanos, das drogas mais pesadas ao sexo mais espúrio. Grandes movimentos financeiros eram produzidos nesses festivais e a Família Real de UATI engordava sus cofres abundantemente.
Chegando o festival, CELSIUM já havia se preparado arregimentando centenas de incautos para os sacrifícios. Recém chegados de vários outros postos, da capital, estrangeiros e vários outros habitantes do BANKSFONIUM. De um dia para outro, centenas foram sacrificados. Alguns nem souberam o que aconteceu; pois eram chamados para uma orgia alcoólica regada a cervejas, vinhos e outros drinks e se achavam queridos por CELSIUM. No final, eram entregues ao sumo-sacerdote de BÓLLOR:
TORBÉRIUS COTTONET.
Homem ambicioso e arrogante desfilava pelos corredores e salas do BANKSFONIUM trajando seus paramentos sacerdotais que consistiam de uma indefectível vestimenta azul marinho e um solidéu cor de cera de ouvido. Em seu peito, pendia a faixa do poder de BÓLLOR. Uma peça de seda vermelha ou azul, adornada com desenhos semelhantes a espermatozóides que pareciam moverem-se, quando ele caminhava, e que representavam a semente vital do Deus. Até aquele dia eu nunca havia visto nada parecido. Mais que nossas vidas, nossas próprias almas estavam à mercê daqueles homens.
Após o festival, os sobreviventes passaram a realizar o trabalho dos sacrificados. A pressão aumentava e as punições eram cada vez mais freqüentes. Uma forma de escravidão ainda pior do que a praticada na CANCELA era aplicada ali. Presos pela cabeça às máquinas que monitoravam nossos movimentos e pensamentos. Começávamos a sofrer de várias doenças físicas e mentais.
ERA CHEGADA A HORA DE FUGIR…
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rsr
parabéns, aí!!!
haha
vlw
Parabens
Não gostaria de viver nesse país…!
Está muito bem escrito e feito esse post. Não sei de aonde tiras tanta imaginação.
Deve ser duma coisa que eu também - e toda a gente tem - tenho: massa cinzenta. LoL
Se tiveres tempo de passares no Histórias com Nome Próprio, deixa um comment, sim?
Um abraço e parabéns por este post magnifíco
Como diz o ditado: “É do inferno que se vê o paraiso”.
Belo blog e belos textos. Obrigada pela visita e volte sempre!!
Küsse.
Primeira vez que pouso aqui e achei essa viagem alucinante.
Parabéns.