MINHA VIDA EM UATI. (XIV)

A BIOGRAFIA DE LORD SARUBIANO.
A minha surpresa era total. Todas as informações que eu tinha, diziam que Rubiens era leal a EGYDIUM I. Sua chegada à reunião soou como uma sentença de morte para mim. Mas, ao ser contido por Ahmed Amin, e vê-lo abraçar amigavelmente Rubiens; percebi que “O GRANDE” atuava ao nosso lado.
Nos sentamos e reportei a eles o que se passava no BANKSFONIUM. O avanço do culto de BÓLLOR, os sacrifícios crescentes, a criação de aldeias-gueto (criadas para isolar os trabalhadores com algum grau de deficiência ou doenças graves). A sistemática e proposital eliminação de qualquer pensamento que o não alinhado com o de Celsium Azulissa. A chegada de Rokios, que havia causado uma influência positiva na população. Enfim, todas as informações relevantes daquele posto.
Rubiens deu as coordenadas onde deveria me posicionar para ser retirado em segurança do BANKSFONIUM. Na data marcada, ele alteraria as rotas das patrulhas fronteiriças abrindo um setor por onde eu poderia escapar. Novamente, se conseguisse chegar em UATIKREDIS, uma nova identidade encobriria meus rastros e eu mergulharia na segurança do anonimato.
Após todos os acertos, nos despedimos e retomei o caminho para o BANKSFONIUM. Mertex vinha ao meu lado silencioso e com ar preocupado. O retorno era tão perigoso quanto a partida. Celsium havia intensificado o patrulhamento temendo fugas das aldeias-gueto.
Mas, por fim, a viagem ocorreu sem maiores problemas. Mertex deixou-me em minha aldeia e dirigiu-se para a floresta onde se esconderia até chegar à hora de nossa fuga. Uma vez que seu rosto já era conhecido das forças de segurança, ele se tornara um risco para minha integridade e a dos outros membros da resistência.
Entrei em minha cabana e preparava-me para dormir; quando um veículo parou em frente à entrada. Era Rokios Iunius e seu fiel guarda-costas MAURICEUS GOYABIST. Guerreiro implacável e reconhecido por sua fama de homem justo e honrado. Mortal nas mais variadas técnicas marciais. Era um matador destemido.
FIQUEI GELADO.
Fiz com que entrassem e, ao mesmo tempo em que procurava antecipar o motivo daquela visita insólita e perigosíssima, tentava aparentar calma e indiferença. Convidei para que sentassem, mas Mauriceus ficou de pé na soleira da porta; barrando qualquer tentativa de fuga. Senti que o fim chegara.
Rokios sentou-se e soltou a queima-roupa: “Eu sei quem você é.”
Minha mente girava descontroladamente, tentando achar uma maneira de enganá-lo ou de escapar de Mauriceus. Meus olhos percorriam o ambiente (outrora meu refúgio) em busca de algo que pudesse usar como arma. Mas, Rokios, adiantando-se às minhas intenções; disparou: “Você é o grande dissidente Lord Sarubiano. Há um prêmio pela sua cabeça e você planeja uma fuga para UATIKREDIS.”
Resignado, e aceitando a morte que se aproximava, relaxei na poltrona e busquei entender como havia sido descoberto. Ele me disse que desde que chegara já sabia quem eu era. Havia servido com membros da minha família na Cancela e me conhecia. Não tinha me prendido antes porque queria saber mais sobre minha luta e meus planos. Também não concordava com a forma que a Família Real tratava nosso povo. Mas também não compactuava com a resistência armada. Achava que as mudanças só seriam feitas a partir de dentro do sistema. Mas respeitava minha luta e meus métodos limpos. Seguraria a informação da minha presença no BANKSFONIUM por mais três dias. Após este prazo, comunicaria aos “SS” e abriria uma caçada humana. Portanto, era esse o tempo que eu tinha para escapar para UATIKREDIS.
DIZENDO ISSO, RETORNOU PARA SEU VEÍCULO, E SUMIU NA NOITE.
Concorra a um MP3 player. Participe do concurso de aniversário do Blog Contos Ancestrais:
= CLIQUE AQUI =
Compare preços de:
CD’s - DVD’s - Celulares - Câmeras Digitais - Bicicletas - Bonecas e Acessórios -
Brinquedos Educativos - Jogos - Para o Bebê
vc jah explorou historias com um conteudo mais non sense?
seria perfeito!
e queria ler se possivel…
abraço!
que louco, vou começar a ler sempre seu blog, man.
rsrs
um grande abraço!
Pior que em minha vida social sou cercado de funcionários de banco nos mais variados níveis, e sei bem o martírio que é.
Um bom início de semana!
Li, refleti e comentei!
Ao ler este caítulo da saga, me perguntei: da onde surge a inspiração para os nomes dos personagens?
Mariceus, Rokios…
Ótimo texto, como sempre.
Grande abraço!
D Bituca - http://dbituca.blogspot.com
Vou tentar acompanhar…
Mas olha, ultimamente não tens passado no meu blog… que se passa?
Podes ser aberto comigo e dizer se as minhas histórias são desinteressantes.
Eu recebo cada crítica humildemente
Um abraço e volta depressa, da tifongirl
Nunca trabalhei em uma instituição financeira, tambem nunca tive vontade, acho uma prisão.
Mas já trabalhei no SUS, entao eu sei algo parecido, pelo menos eu vi muita coisa que eu preferia nao ter visto, principalmente por estar de mãos atadas.
Mas tudo bem, a saga continua.
QUE OS JOGOS COMECEM.
E por falar nisso, você está na lista?
Abraços.