MEUS AMORES EM UATI. (III-B)

“G.”
Mas suas convicções a impediam de rebaixar-se aceitando a situação. Fingia ignorar as piadinhas e indiretas dadas pelos altos comissários e caminhava altiva pelos corredores do castelo; alheia aos comentários. Não demorou muito, para que eu fosse convocado à sala do comissário para prestar explicações sobre “um assunto importante”. Após algum rodeio e perguntas totalmente inócuas a respeito de informações sem qualquer prioridade, o comissário perguntou-me o que eu achava de “G”.
Estranhei a pergunta e o inquiri sobre seu interesse nela. Apesar de estar bem claro para mim (até pelo que ela me falara), ele insistiu que seu interesse era apenas “profissional”. Pois ela parecia ser um elemento avesso ao “trabalho em equipe”. Uma vez que se comunicava apenas comigo e rejeitava qualquer “contato” com ele e outros.
A situação era delicada. Uma resposta errada significaria encaminhamento para execução sumária. Eu; é claro, desconversei e não afirmei nada saber sobre ela. Naquela mesma noite, ao aguardá-la nos portões da Cancela, mais uma vez vi que ela chorava. O comissário dera-lhe um ultimato: Ou cedia as pretensões sexuais dele, ou seria encaminhada para as minas; onde a morte lenta e certa era inevitável.
Ela temia estar sendo seguida e soube que, seu marido, havia sido enviado para a área 229 (uma região longínqua e violenta de UATI ainda não pacificada) e lá morrera em circunstâncias misteriosas. Estava apavorada.
Eu a abracei e saímos dali o mais rápido possível. Nos encaminhamos para uma área próxima, na entrada da floresta anexa ao castelo. De lá não poderíamos ser vistos. E eu esperava conseguir acalmá-la e bolar uma maneira de tirá-la de lá, antes que fosse tarde demais.
Em seu choro convulsivo, ela me contou coisas sobre sua vida, como chegara a UATI iludida pela promessa de trabalho honesto e bem remunerado e que lá; só encontrara dor e sofrimento. Que as autoridades locais eram corruptas e se aproveitavam da fraqueza alheia para explorar os indivíduos. E no caso das mulheres, exigirem favores sexuais para não transformarem suas vidas num inferno.
Quanto mais eu falava, tentando acalmá-la, mais ela chorava e soluçava. Olhar naqueles olhos lindos, umedecidos pelas lágrimas e gritando um desespero tão profundo; me comoveu de tal forma que pensei em sair dali o mais rápido possível. Não queria me envolver em mais um problema. Já era um homem marcado e “eles” procuravam apenas um motivo para me assassinarem. Foi quando fiz menção de me levantar e ela, delicadamente, tocou meu rosto e deslizando sua boca úmida e quente pela minha pele, beijou-me.
(continua…)
Parabéns.
Gostei muito do texto e vou vir aqui para ver o restante do texto.
até
[]s L.Sakssida
ao final deixarei muna humilda crítica… rssssss
[]s L.Sakssida
A descrição do sofrimento da coitada é fantástico!
Será que a personagem se vai safar desta….?
um abraço da tifon
Voltarei para as cenas dos próximos capítulos.
O primeiro beijo é sempre o mais emocionante, não achas?
Um abraço
Estaremos na trilha do seu blog no dia 11/03/2008 (terça feira)
Abraços
delaswebradio.com.br
amanhã estaremos na trilha do seu blog.
PARABÉNS
Para ouvir acesse http://www.delaswebradio.com.br
abraços
o mais importante nao tem erro de portugues