19 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (FINAL)

O Triunfo de Uati - Cruzadas Enriquecedoras Final

 

A VITÓRIA FINAL E O DOMÍNIO DO MUNDO.

 

Com a situação de Hitler se agravando na Europa e o cenário de destruição alastrando-se por toda parte. Egydium I usou seu poder, aumentado enormemente em face as suas últimas aquisições territoriais, para aproveitar-se da inocência de outros governos e da confusão reinante no mundo.

Suas tropas numerosas e bem treinadas agora marchavam por longas extensões territoriais. Enquanto o mundo se preocupava com as loucuras alemãs, ele esmagava pequenos principados e protetorados sob as solas das botas de nosso exército. Eu mesmo comandei unidades de assalto em vários combates que a história esqueceu (ou fingiu esquecer), mas que os conquistados lembram com horror até os dias de hoje:

FGA OCNAB e suas ilhas colônias FGA LISARB e FGA ADIV EAICNÊDIVERP; ASDBC; IPB; OTIDERCINU; AXIACAL; SANACIREMA SAJOL; NOSTOB KNAB; LX LATIPAC que após a conquista passou a chamar-se PROTETORADO LX UATI; e, finalmente após a queda do Japão, nossos exércitos ocuparam o APSENAB REDNATNAS. Em cada um desses lugares, a tomada e controle dos territórios era seguida por um expurgo gigantesco, onde almas humanas eram entregues à fúria dos SACERDOTES CIRCULARES.

Após os combates encarniçados, as baixas foram tantas entre os territórios conquistados que habitantes de UATI foram designados para ocupar os postos relevantes em suas administrações e forças armadas.

Hitler em seu desespero pré-apocalíptico viu nas legiões de UATI, a sua única salvação. Enviou submarinos para nossa costa com malotes diplomáticos contendo toda a sorte de propostas e acordos. Seu amado discípulo, a quem havia dado toda sua atenção e ensinado todas as artes, não o abandonaria. Em seu bunker nos subterrâneos de Berlim, aguardava a ajuda e a mão de ferro que esmagaria seus inimigos de uma vez por todas e juntos, ele e seu amado filho escolhido pelo coração, governariam o mundo.

Egydium I ao ser alertado sobre a presença dos submarinos alemães e das propostas por eles trazidas, organizou um banquete para as tripulações e com toda a pompa e circunstância, envenenou os marinheiros e enviou as máquinas ENIGMA para os aliados. Esta sim foi à verdadeira causa da vitória final dos aliados no Atlântico e o fato que determinou a derrocada final de HILTER.

Mesmo enquanto pressionava o gatilho de sua Lugger contra a cabeça, Hitler, tinha em seu coração e mente a firme convicção de que os exércitos de UATI ainda viriam em seu auxílio, vingando sua morte.

Estavam encerradas as Cruzadas Enriquecedoras, como ficaram conhecidas as guerras de conquista que transformaram UATI de uma simples aldeia de nômades em uma das maiores potências mundiais. E, após a ascensão de Egydium I ao trono, num dos lugares na terra onde a vida humana menos vale.

 

17 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (VII)

Cruzadas Enriquecedoras de Uati Itaú

 

AS CRUZADAS BLINDADAS.

Com a Europa mergulhada no caos da guerra, Egydium I estava pronto para iniciar mais uma campanha de conquistas territoriais. Aliando-se informalmente aos países do EIXO, e atuando como intermediário diplomático entre os Aliados. Egydium I tinha trânsito livre em quase todo mundo. Apenas alguns países clamavam ferozmente para que o mundo livre acordasse, antes que fosse tarde demais. Os discursos inflamados propunham ações rígidas a serem implementadas pelos demais membros a fim de evitar o avanço expansionista de UATI. Eram eles: TLATSNATIDERC ABBB, ODATSENAB, GEB E OCNAB TAIF.

Estes países divulgavam informações comprometedoras dos avanços de tropas e do envolvimento de Egydium I com os líderes do EIXO: Hitler, Mussolini e Hiroyto. Abastecidos pela resistência, que nessa época, estava em seus primórdios em UATI, os governos desses países uniram-se numa frente de combate diplomático e militar contra nós.

Egydium I e seus conselheiros achavam que esses ataques acabariam por sensibilizar os Aliados e revelar o jogo duplo feito pela Família Real Uatiana. Sabedores disso decidiram que o melhor seria adotar uma tática diversionista. Infiltrando agentes do Serviço secreto de Uati nos altos cargos desses países, Egydium I conseguiu reunir dados cruciais sobre as defesas e deficiências militares deles. Apesar de aparentemente fortes, o serviço secreto, havia revelado que esses países atravessavam problemas estruturais graves, e não teriam chance de sustentar uma guerra em grande escala com UATI.

Rapidamente, um grande contingente de forças foi enviado para a fronteira desses países. Era setembro de 2000 (A.A.O.)*, após a tomada de JRENAB pelas forças uatianas, as tropas destacadas em EGMEB sob o comando do Marechal Clausius, uma vez livres da ameaça das forças de Del ERYA NEUB estacionadas em SÊNARF OCNAB iniciaram uma série de ofensivas contra o TLATSNATIDERC ABBB, então colônia de ODATSENAB, com vistas a dominar o Canal de Armagórium e depois atingir as reservas petrolíferas de GEB, também sob domínio de ODATSENAB.

Os efetivos odatsenabenses destacados no norte da fronteira de UATI e que compunham o então designado XIII Corpo de Exército, comandado pelo General Albertur Gold, após alguns reveses iniciais realizaram uma espetacular contra-ofensiva contra as forças uatianas que, apesar de sua superioridade numérica foram empurradas por 1200 km de volta a SÊNARF OCNAB , perdendo todos os territórios anteriormente conquistados. Esta derrota custou aos uatianos à destruição de 10 divisões, a perda de 130.000 homens feitos prisioneiros, além de 390 tanques e 845 canhões.

Como a situação que surgia era crítica para as forças de UATI. Egydium I e o Conselho dos Sacerdotes Circulares (CSC) decidiram enviar tropas de elite uatianas a fim de não permitir a completa desagregação das forças na frente de batalha.. Cria-se dessa forma em Janeiro de 2001 (A.A.O.)* o Corpo dos Decepadores (Corpo Expedicionário Uatiano em ODATSENAB), cujo comando foi passado ao então Tenente General Albrertus Rommel Insírios, que posteriormente se tornaria uma figura legendária sob a alcunha de “A Raposa”. Foram enviadas a ODATSENAB duas divisões uatianas em auxílio aos já instalados, a 5a. Divisão Ligeira e a 15a. Divisão Blindada. Os Uatianos, sob o hábil comando de Rommel Insírios, conseguiram reverter a iminente derrota uatiana e empreenderam uma ofensiva esmagadora contra as forças de ODATSENAB enfraquecidas (muitos efetivos haviam sido desviados para a campanha da Grécia, então sob pressão do Eixo) empurrando-as de volta à fronteira gebiana. Após uma sucessão de batalhas memoráveis como El Terceirizatórium, El Amargórium, Sollum, Gazala, Chotruk e Planície Demissional os uatianos são detidos por falta de combustível e provisões na linha fortificada de El Conhecitórium, uma vez que o Mar de OCNAB TAIF encontrava-se sob domínio dos aliados. Finalmente, a Outubro de 2003 (A.A.O.)*, após 4 meses de preparação os Aliados contra-atacaram. Mas foram rechaçados pelas, agora bem supridas, forças uatianas. As tropas Aliadas iniciaram um grande recuo de volta. Buscando encurtar suas linhas de abastecimento e ocupar posições defensivas mais favoráveis. Entretanto, depois de 8 de novembro, as forças uatianas os cercaram e empurraram as unidades remanescentes e seu audacioso comandante para o mar. E no final de 2003 (A.A.O.)*, 250 mil homens dos exércitos dos três países se rendem aos Decepadores dando fim à campanha.

Egydium I triunfara mais uma vez.

 

(*) Após a Ascensão de Olavus.

Baseado na Campanha do Afrika Korps, realizada no Norte da África entre alemães, italianos e os aliados.
Durante a Segunda grande Guerra.

13 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (VI)

Hitler em Uati

 

 

AS CRUZADAS DIPLOMÁTICAS E O PRENÚNCIO DE UMA NOVA GUERRA.


Após o sucesso da Campanha Alpina e o crescimento galopante alcançado por UATI durante a guerra, EGYDIUM I, fez uma série de viagens a Europa para apreciar seus novos domínios. Agora, além de soberano de nosso país, era alçado a categoria de chefe de estado mundialmente respeitado. E, por que não dizer? Temido.

A estratégia primorosa apresentada por ele na conquista de SÊNARF OCNAB e SUDNIREMAB colocou-o em posição de conversar de igual para igual com diversos políticos e estrategistas mundiais.

Em uma dessas viagens de intercâmbio, Egydium I, conheceu um homem que mudaria sua vida. Alguém que ele passou a admirar e a respeitar como se fosse seu segundo pai. Um homem que de uma nação arrasada e humilhada, ergueu um império maravilhoso e desenvolvido que duraria mil anos. Alguém que jamais seria esquecido e que teria seu nome repetido pelos séculos vindouros. Um homem como aquele ele gostaria de ser:

ADOLF HITLER.

Nunca alguém havia mexido tanto com ele antes. Aquele homem de estatura baixa e franzina refletia todos os seus ideais de liderança. A força, a disciplina, o poder resplandecente e total. Era isso que ele buscava.

Tornaram-se amigos íntimos e Egydium I referia-se a Adolf Hitler como “meu amado pai”, tornou “Mein Kampf” seu livro de cabeceira e profissão de fé. Em sua biografia autorizada, Egydium I relata que após este encontro, aprendeu o que era realmente governar. E resolveu por em prática todas as técnicas daquele grande líder em seu próprio reino. Mas, lembra-se que, acabou por aprimorá-las e a elevá-las a um nível de, como descreveu: “Estado da Arte”.

Retornando a UATI, reuniu seus conselheiros e apresentou a eles seus planos de domínio do mundo. Seguindo as técnicas recém adquiridas, nomeou seu fiel escudeiro o BARÃO OTO VON XAVEZDORF como Ministro da Propaganda. E este homem viria a colocar o marketing e a propaganda de UATI num nível tal que Joseph Goebbels (Ministro da propaganda de Hitler) não conseguiria uma vaga sequer de office-boy. (Leia mais aqui)

Estavam lançadas as bases para uma série de invasões e conquistas sem precedentes. Adotando a tática da “Blitz Krieg”, Egydium I, invadiu sem aviso prévio ou declaração de guerra formal um país chamado JRENAB. E, em menos de duas semanas, seus habitantes caíram frente à máquina de guerra superior de UATI. Jrenab era tão atrasado tecnologicamente que as unidades blindadas de Egydium I, foram contra atacadas com cargas de cavalaria. Nem é preciso ressaltar que foi uma carnificina.

Ao mesmo tempo. O Barão Oto Von Xavezdorf inundava o país com sua propaganda pró UATI. A campanha foi tão eficiente que vários habitantes de Jrenab acharam que havia sido bom para eles a invasão. Muitos ainda pensavam assim, enquanto eram encaminhados para os campos de extermínio pelos Sacerdotes Circulares.

Após a anexação de Jrenab, uma onda de protestos internacionais tentou varrer as pretensões expansionistas de UATI. Egydium I num feito primoroso de diplomacia exigiu que, para suspender seu avanço, dois outros países deveriam ser anexados: EGMEB e a província de Del ERYA NEUB. Alegando que nesses países a maioria da população geneticamente era UATIANA, ele conseguiu persuadir a Liga das Nações em sua sede em Wall Street a entregar-lhe o controle administrativo desses territórios. Esperando cessar o ímpeto daquele homem ganancioso e perigoso, as nações mundiais preferiram ceder aos seus pedidos esdrúxulos a enfrentá-lo. A máquina militar e de propaganda de UATI, já era temida por muitos. Com a alegação que se tratava de evitar “um mal maior”, os representantes das nações entregaram aqueles países a Egydium I.

Dizem que durante seu discurso inflamado, vários dignitários torciam os narizes para seus argumentos. Mas, num canto do plenário, uma figura excêntrica com cabelos pretos e um bigodinho engraçado sorria maravilhado: Era Hitler.

 

 

Baseado nos episódios da invasão da Polônia e a anexação dos Sudetos que deram início a Segunda Guerra Mundial.

09 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (V)

O Assassinato do Arquiduque Ferdinando.

GUERRA NA EUROPA - A CAMPANHA ALPINA.

 

Agora, UATI era uma nação forte e altamente militarizada, dispondo de forças armadas equipadas e treinadas além de serviços de inteligência com agentes infiltrados nas maiores nações do globo. E por que não dizer? Nas menores também. Em sua fome e busca incessante por riquezas, EGYDIUM I não se contentava em governar os, agora vastos, territórios de nosso país. Ele queria mais. Queria a Europa.

Disposto a desestabilizar os habitantes de SÊNARF OCNAB, um pequeno principado francês, e da quase desconhecida cidade-estado SUDNIREMAB que era protetorado de Luxemburgo, Egydium I enviou ordens às agências de inteligência que provocassem uma turbulência político-econômica tão forte nesses países que os levasse a um colapso institucional. Em troca de um “auxílio”, ele enviaria tropas para ocupar e quando os habitantes dessem por si, já teriam sido invadidos e conquistados.

Para isso dois agentes, altamente treinados foram destacados para assassinar o arquiduque GUSTAVUS INCH, embaixador de SÊNARF OCNAB em SUDNIREMAB. Missão executada com sucesso total. A morte do arquiduque mergulhou os dois países numa guerra fria que durou pouco tempo. Logo, as hostilidades cresceram a tal ponto que os combates foram inevitáveis.

Em 28 de Junho daquele mesmo ano (1995 D.A.O.)*. Egydium I ofereceu “ajuda” para arbitrar o conflito e esperou três semanas antes de “decidir” enviar os mediadores. Na realidade, essa espera foi devida ao fato de que grande parte do efetivo militar estava na ajuda à colheita, o que impossibilitava a ação militar naquele período. Em 23 de Julho, graças ao “apoio incondicional” de UATI, e as tropas enviadas, os exércitos de ambos os países foram desarmados e retiraram-se para suas fronteiras de origem.

Os “mediadores” foram acompanhados por milhares de soldados fortemente armados e equipados para uma longa permanência. Além disso, os órgãos da administração pública foram inundados de agentes do serviço secreto de UATI, que tinham a missão de atravancar a burocracia dos países tornando a administração inviável e desacreditada.

Com as instituições em colapso total, foi fácil para Egydium I convencer os governantes e as nações vizinhas de que uma intervenção militar massiva era a única solução para restaurar a estabilidade local. Agora, havia mais soldados uatianos nos dois países do que propriamente habitantes. Na manhã de 3 de Agosto, praticamente sem dar um único tiro; as tropas uatianas invadiram e ocuparam as sedes de governo nos dois países. Quando ambos os governantes perceberam o que ocorria, já era tarde demais. Nas ruas, ouviam-se tiros e gritos por toda parte. Visando impedir levantes e a formação de uma resistência, Egydium I, ordenou o massacre de quase um terço da população dos dois países.

O mundo preparava-se para mergulhar numa guerra global e sangrenta. As ações de Egydium I foram ignoradas pelas grandes nações que ainda poderiam intervir. Afinal, eles tinham seus próprios problemas.

Envergonhados, os veteranos de tantos combates honrosos sob o comando de Olavus Maximus, choravam sob os cadáveres de suas vítimas indefesas. Egydium I mostrava ao mundo e a seu país que o estilo de seu governo seria completamente diferente do reinado de Olavus. UATI agora, tinha fome e sede de poder. Todos nós sabíamos que, nosso amado país perdera a inocência.

 

 

(*) Depois da Ascensão de Olavus.

 

Baseado no assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro, em 28 de Junho de 1914. Que levou ao início da Primeira Guerra Mundial.

 

05 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (IV)

Olavus Maximus ascende a condição de Deus.

 

O INÍCIO DE UMA NOVA ERA.



Após a “Batalha de Terceirizatórium” e a morte de Olavus Máximus, Uati passou por um grande período de transformações sociais e políticas. Antes, porém, é importante para a compreensão de todos os fatos subseqüentes, que seja relatado um acontecimento inexplicável ocorrido logo após a morte de Olavus Máximus.

A vitória em Terceirizatórium foi totalmente apagada pela perda de nosso amado rei Olavus. Por toda parte, pessoas choravam e oravam, buscando conforto nos templos. Em cada cidade, ouviam-se lamentos e ladainhas, além de homenagens ao nosso amado líder. Os preparativos para o sepultamento estavam sendo tomados pelos Sacerdotes Circulares que mantinham o corpo de Olavus no salão principal do Templo CEIC’NOR. Banhado e ungido pelos óleos aromáticos sagrados, seu cadáver, foi vestido com uma armadura de batalha e ornado com mantos dourados. No entanto, três dias depois de sua morte, UATI, foi assolado por uma terrível e misteriosa tempestade de raios. As descargas elétricas eram tão violentas que abriam crateras no solo e interferiam nas comunicações. E, o mais estranho de tudo, ao atingir as torres de Ceic’Nor; a tempestade estacionou sobre o templo e os poderosos ventos que a acompanhavam impediam que qualquer pessoa se aproximasse. Por um momento, todos pensaram que o fim dos tempos havia chegado. Seríamos varridos da terra e desapareceríamos como civilização.

Porém, ocorreu algo que julgávamos impossível.

Uma coluna de raios atingiu diretamente Ceic’Nor e explodiu numa nuvem dourada, moedas de ouro e prata choviam no telhado do templo penetrando no salão onde estava o corpo de Olavus. Ante os olhares espantados dos Sacerdotes Circulares, Olavus Maximus ergueu-se de seu ataúde de ouro e foi elevado pelo feixe de raios. Erguendo-se além dos telhados de Ceic’Nor. Sua voz retumbante como um trovão, foi ouvida por quilômetros:

“Eu renasci e prosseguirei ao seu lado, velando por todos vocês”.

Todos se prostraram respeitosamente e assustados. Como havia sido profetizado, Olavus Máximus ascendera aos céus e elevava-se a condição de Deus. Habitando agora no lar dos Deuses de UATI:

O MONTE DI-NHEI-RAMUS.

Após esse fato extraordinário, EGYDIUM, filho de Olavus; foi coroado rei de nosso país e passou a denominar-se EGYDIUM I. Assim nascia um tempo de terror, sofrimentos e morte para o povo pacato de UATI.

Com sua sede de poder, Egydium I, mergulhou nosso país no profundo e tenebroso oceano da guerra. Incentivado por seus conselheiros interesseiros e bajuladores, implementou uma segunda era de Cruzadas Enriquecedoras. Com a principal diferença de que, agora, UATI era quem invadia e atacava países menores e indefesos. Numa busca frenética por riquezas, poder e terras nunca antes vista por nosso povo. Exércitos enormes e fartamente equipados eram formados rapidamente e mandados para a batalha antes mesmo de estarem totalmente preparados. Éramos apenas pedaços de carne para alimentar a fera insaciável da ganância.

 

 

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01 Dec

AS CRUZADAS ENRIQUECEDORAS. (III)

a batalha do terceirizatórium

 

 

A BATALHA DO CANAL DE TERCEIRIZATÓRIUM.

Após a “BATALHA DO UMBRAL GELATÓRIUM”, a paz finalmente se instalou em UATI. Agora, nossa pátria era uma das seis maiores potências mundiais e nosso amado rei OLAVUS MÁXIMUS, era agora um ancião. A idade e as lutas atravessadas ao longo de sua honrosa vida, agora cobravam seu tributo ao velho corpo monárquico. No entanto, Olavus, ainda impunha ao governo de UATI a prática de respeito ao ser humano e aos povos conquistados. Havia um ambiente tão frutífero que cada cidadão sentia-se como parte integrante da Família Real. E dava seu suor de bom grado para o engrandecimento de nosso amado país. Mas, no horizonte, as nuvens da guerra se aproximavam. Muitos países vizinhos acreditavam que Olavus Máximus estava velho demais para garantir a unificação do reino e manter as ameaças afastadas. Acreditavam que, como nosso velho rei, as forças de UATI estariam desgastadas e era chegado o momento de investir numa tentativa de conquista.

A paz assinada em Gelatórium não passou de uma pequena trégua de alguns anos, que permitiu ao nosso amado rei preparar sua sucessão e seu afastamento do trono. Descansando um pouco da intensa vida que levava haviam muitas décadas. Mas as hostilidades foram retomadas com ataques constantes aos navios uatianos no CANAL DE TERCEIRIZATÓRIUM. O momento continuava a ser delicado para os uatianos, na medida em que os navios da armada de SEÃHLAGAM OTNIP OCNAB, país vizinho e que sempre trouxe dores de cabeça com seus ataques piratas constantes; porém, sempre repelidos pela marinha uatiana.

Seu imperador continuava a pensar na invasão de UATI e no ataque ao Castelo CTO, que poria fim ao que tinha sido a maior resistência aos seus planos imperiais. Para conseguir a almejada invasão, precisava dominar o espaço marítimo do Canal de Terceirizatórium, durante o espaço necessário ao movimento das tropas, e isso se apresentava como impossível face ao poder naval uatiano. Tentou, contudo, um plano: concentrar momentaneamente o maior número de navios possível no Canal, evitando simultaneamente que os uatianos fizessem o mesmo. Não era fácil, porque a presença dos navios de reconhecimento era constante à frente dos portos, e todos os movimentos seriam detectados. Sobretudo, era muito difícil levar navios do Terceirizatórium para o norte, porque a passagem estreita era visível da terra, e levantaria suspeitas.

Concebeu, no entanto, uma manobra que poderia ter tido algum êxito: uma imensa esquadra combinada, de navios seus e de outros reinos aliados, sairia do Terceirizatórium, atraindo os uatianos até às ilhas mais afastadas da costa; daí regressaria rapidamente com os ventos gerais do oeste, unindo-se às esquadras de Carlus e Albertus “O JOVEM” que avançariam para o centro do canal. Nessa altura concretizar-se-ia a invasão. Comandada pelo Almirante Albertus”O VELHO”, uma gigantesca armada dirigiu-se em direção a oeste iludindo completamente a vigilância de Olavus que os buscava desesperadamente. Tanto quanto se pode saber, terá sido um oficial da marinha portuguesa a sugerir-lhe que o destino eram as Ilhas Geladas, e os uatianos correram até as Párae Demissions, mas não encontraram nada e regressaram até à Zona do Canal, onde o comando dos navios foi entregue a Olavus, enquanto Egydium se deslocava à parte norte a bordo da “Victoria”. Albertus regressou como estava previsto. Porém, perto da costa defrontou-se com “O Jovem”uma armada uatiana comandada pelo Almirante Georgios. Na verdade a refrega não tinha tido grande importância, mas estava previsto que a esquadra de Irinius viesse ao seu encontro e tal não tinha acontecido, de forma que decidiu regressar a costa de seu país na convicção de que a invasão tinha sido adiada. Na verdade sabe-se hoje que o imperador de Seãhlagam Otnip Ocnab tinha abandonado a idéia, resolvendo concentrar esforços para atacar a parte sul do canal, mas não se tem referência nenhuma a que essa informação alguma vez tenha chegado a Albertus “O Velho”.

Albertus “O Velho” entrou no porto no final de agosto daquele ano e, dessa vez, tinha controlado bem o seu movimento, movendo-lhe um bloqueio largo que não impedia a sua saída, mas que lhe permitiria tomar rapidamente uma formação de batalha e dar-lhe combate, caso isso sucedesse. Os aliados deOlavus Seãhlagam Otnip Ocnab aconselharam a que se ficasse no porto e aí se invernasse até à próxima estação: o esforço de bloqueio era dos uatianos que tinham de ficar no mar e suportar todos os incômodos dessa situação, enquanto eles recuperavam forças em terra. No entanto, as pressões sobre “O Velho” para que saísse eram muito grandes, e é provável que a mais forte de todas fosse a ameaça do próprio Imperador. Há mesmo uma altura em que o Almirante Otnipense decide aceitar o conselho dos aliados, mas muda de opinião, dois dias depois. Olavus previra o que iria acontecer e preparou o seu plano de batalha com todo o cuidado, dentro das regras que ele próprio considerava adequadas: atacaria os inimigos a partir de uma posição a barlavento, dividindo a sua força em duas colunas que abordariam o inimigo a meio da sua formação, procurando desfazê-la e parti-la, para que tivesse de se empenhar em combates singulares onde os seus navios da retaguarda já não podiam ser socorridos pelos mais avançados. No dia da batalha – e como já acontecera antes – escreveu todas as instruções num memorandum que divulgou a todos os capitães. A manobra era perigosa porque a aproximação ao inimigo seria feita sem possibilidades de fazer fogo sobre ele (os navios uatianos não tinham capacidade de fogo para vante), e expondo-se a toda a extensão das suas baterias, mas era a única forma de os obrigar verdadeiramente a combater. Confiava que a sua exposição não seria muito demorada e, sobretudo, acreditava na resistência dos seus navios e na perícia dos seus homens.

Os Seãhlagam Otnip Ocnabenses saíram a 19 de Outubro navegando em direção ao sul (ao estreito) com vento oeste, e de imediato foram avistados pelas fragatas uatianas que deram o alarme. A esquadra uatiana manobrou tal como previra o seu experiente comandante, perseguindo o inimigo até à madrugada do dia 21, quando Albertus ” O Velho” deu ordem para virar em roda e regressar a norte. Esta manobra tem sido alvo de grandes controvérsias a que a historiografia uatiana responde com uma única justificação: o Almirante inimigo não sabia o seu ofício. Com vento oeste, se a esquadra virou em roda a sul do Cabo Gelado à distância que se supõe do mesmo, ficaria numa situação de vento muito escasso para demandar. Seria um erro demasiado grosseiro, para quem, apesar de tudo tinha uma grande experiência de mar. A verdade é que com esta manobra a formação aliada desfez-se um pouco e favoreceu o ataque uatiano nos moldes em que o determinara Olavus. Como a armada de Seãhlagam Otnip Ocnab era bem maior que a uatiana (33×27), Olavus tinha que preparar uma excelente estratégia. A idéia foi a de atacar a esquadra inimiga que navegava pela costa surpreendendo-a pelo oceano, atacando em duas colunas em fila indiana. Essa estratégia tinha um ponto fraco que era a exposição por aproximadamente 20 minutos dos navios uatianos aos canhões otnipenses. Olavus tinha confiança que sua esquadra agüentaria o fogo em direção às proas uatianas e, em seguida, poderia apontar seus canhões nas popas e proas inimigas. Logo após isso, eles virariam os navios de modo a emparelhá-los com os inimigos. O plano original incluía também uma contenção pelo norte, impedindo a marinha inimiga de fugir e iniciarem uma luta espaçada em alto mar. Mas Olavus não tinha barcos suficientes para essa terceira coluna. O plano pretendia gerar confusão na compacta frota de Seãhlagam Otnip Ocnab e permitir um combate navio contra navio, o que favorecia os uatianos.

Tudo ocorreu perfeitamente para os uatianos, com vários barcos inimigos afundados ou capturados, graças à perícia dos marujos uatianos no manejo dos canhões. No entanto, Olavus morreu na batalha, atingido por uma bala de mosquete das velas de gávea do otnipense Redoutable que no momento varria o Victoria de popa a proa. Quem assumiu o comando da frota uatiana foi o vice-almirante, e seu filho, Egydium, da nau capitânia Royal Sovereign. Após a batalha, uma tempestade alcançou a frota uatiana, que acabou perdendo grande parte dos navios recém conquistados, já muito destroçados

( Baseado na Batalha de Trafalgar entre Inglaterra, França e Espanha)

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28 Nov

MEME – UM ANO NUMA ILHA DESERTA.

náufrago na ilha deserta

 

Fui convidado para participar desta MEME pelo Richard Abre do Blog Tipografia Digital. Achei interessante e engraçada. Lá vão minhas respostas:

Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:

1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

Um filé à parmegiana e sorvete de chocolate.

2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

Cerveja ou chopp escuro.

3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

Os Sete Pilares da Sabedoria.

4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

O Profissional.

5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

Word. Porque poderia manter um diário com as aventuras.

6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

You Tube.

7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

Starway To Heaven. Se fosse um cd: Classic Rock.

8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

Para minha esposa, no dia 04 de Setembro; porque é aniversário dela.

9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

Supernatural.

10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

Do meu concunhado. Dizendo que finalmente decidiu arrumar um emprego.

11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

Minha Pastora Alemã, Kyra. É um animal grande que pode me proteger é inteligente e super-carinhosa.

12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)

Não saber o que acontece no mundo.

13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

Certamente será uma viagem de reflexão e introspecção. E disso, ninguém sai impune. Também será divertido testar os limites.

14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros itens à sua escolha que:

a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores

b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.

O que você vai levar e por que?

Protetor solar, cigarros (mesmo não fumando, ficar á toa e isolado é dose a nicotina ajudaria a passar o tempo) e uma máquina fotográfica de grande capacidade.

E como manda o espírito da MEME, passo a bola adianta para outros cinco blogueiros. Vamos ver o que eles levariam:

 

J Carlos -  Zaragata

 

Dragus – Pensamentos Equivocados

 

Ronan – Memórias de Um Amnésico

 

Cris Penha – Laboratório de Geografia

 

Rob Gordon – Championship Vynil

 

 

Um abraço a todos e vamos aguardar as respostas.

 

 

  
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